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domingo, 11 de dezembro de 2011

Quedas em idosos e a Terapia Ocupacional

   Aproximadamente 30% dos idosos sofrem pelo menos uma queda por ano, segundo o Ministério da Saúde. Entre as mortes por causas externas (não relacionadas à saúde), esse tipo de acidente é responsável por 24% dos óbitos  nessa faixa etária.
     As principais causas de quedas com idosos são a fraqueza muscular, a diminuição da visão e da audição, a falta de equilíbrio e o uso inadequado de medicamentos. Em casa é onde os idosos mais caem, os grandes vilões são as escadas e os banheiros.
  Os familiares dos pacientes idosos podem identificar sinais que levariam à quedas prestando atenção no idoso, ou seja, os familiares devem olhar se ele tropeça com frequência, se está com alguma dificuldade para enxergar, se tem déficits cognitivos e se tem dificuldade para andar ou se levantar depois de sentado. Se apresentar alguns desses itens, ele é um caidor em potencial.
  Dentro da Terapia Ocupacional, os principais instrumentos utilizados para tratamento de quedas e a adaptação da casa do idoso, é focada nas atividades diárias e no desempenho ocupacional, por isso ao receber o idoso caidor o Terapeuta Ocupacional procura conhecer sua rotina, saber se tem algum déficit cognitivo ou dificuldades físicas, as roupas e calçados que costuma usar e seu histórico de quedas. Em seguida investiga os ambientes pelos quais essa pessoa transita e seus hábitos. Feito isso, são propostas mudanças, que podem incluir instalação de barras, melhora da iluminação, fixação de tapetes, aumento do espaço livre e fitas de alerta em degraus. Nem sempre o que se propõe o idoso aceita ou é viável para a família. Há famílias que não têm dinheiro para instalar barras de apoio no banheiro, por exemplo. Neste caso, já cheguei a orientar que fizessem essas barras com ferro galvanizado, aquele de antena de TV. Para que uma mudança ou adaptação na casa do idoso seja bem sucedida o profissional deve lembrar que aquele não é um espaço qualquer. A casa de uma pessoa é cheia de significados e lembranças que fazem parte de sua história, e isso está mais presente ainda quando falamos em idosos.
  Durante o tratamento o Terapeuta Ocupacional procura reforçar o que já foi orientado e se necessário faz alterações no plano inicial, de acordo com a viabilidade do projeto. Quando o tratamento termina, são agendados retornos periódicos para manter as mudanças e evitar que novas quedas ocorram. 
  Nesse processo é importante ressaltar o papel da família, pois depois que são feitas as mudanças são as pessoas próximas as encarregadas de mantê-las.
  O mal mais difícil em se tratar é o cognitivo, pois quando a déficits físicos é só fazer a adaptação que o idoso irá seguir o que foi orientado. Já quando os déficits são cognitivos, é necessário que o Terapeuta Ocupacional e/ou cuidador reforce constantemente as orientações e assuma a responsabilidade pela prevenção das quedas. Quando um idoso está em determinado grau de demência, por exemplo, dificilmente irá se lembrar que precisa segurar no corrimão para andar.
  No caso das doenças degenerativas as adaptações são feitas aos poucos, conforme as perdas funcionais avançam, isso é importante para não sobrecarregar ou assustar o paciente com mudanças que só precisarão ser feitas no estágio final da doença.
   Alguns pacientes rejeitam o tratamento ou a mudança da rotina após o  acidente, porque eles acham que a queda representa muito mais do que simplesmente cair, pois vêem a queda como a concretização de um declínio funcional, como se estivesse incapaz. Há casos de pessoas que desenvolvem quadros depressivos após cair.
  No tratamento de quedas não há exatamente mudanças no estilo de vida. O Terapeuta Ocupacional leva em conta os desejos, a personalidade e hábitos da pessoa, por isso essas mudanças não costumam ser radicais. Têm pacientes idosas que se recusam a tirar os tapetes de suas casas, mesmo sabendo que eles oferecem risco, nesses casos é preciso manejar a situação e encontrar um meio termo, como fixar fitas adesivas antiderrapantes.
   O papel do Terapeuta Ocupacional é buscar soluções que sejam adequadas para a condição familiar do idoso. Se a família tiver poucos recursos para alterar grandes estruturas da casa, por exemplo, o Terapeuta Ocupacional tem condições de sugerir alternativas.
  Devido ao aumento no número de idosos no país, os Terapeutas Ocupacionais estão se preparando para atender esse aumento da demanda, começando nas universidades que têm oferecido mais cursos de Terapia Ocupacional e também a pouco tempo os convênios passaram a cobrir esse tipo de serviço.
  A adaptação de uma casa pode ficar tanto cara quanto barata, isso vai depender dos materiais utilizados. Existem soluções simples que podem garantir a segurança do idoso gastando pouco, como instalar corrimão de ferro galvanizado ou tubo de PVC recheado com cimento, retirar tapetes, fios e objetos soltos pelo chão, colocar fitas de alerta nos degraus e antiderrapantes, manter os ambientes bem iluminados e com espaço livre para circulação, evitar encerar o chão, organizar os objetos de forma que os mais utilizados fiquem em lugar de fácil acesso, evitar andar de meias pela casa, e evitar usar sapato com salto alto e roupas esfregando o chão. Já se a família tiver condições financeiras as mudanças podem incluir a troca de piso, de móveis e da cor da parede, instalação de spots de luz, instalação de elevador de assento sanitário e construção de rampas de acesso.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Origami Personalizado - modo de fazer

    À pedidos, estou postando aqui, primeiramente, os tipos de papéis que fazemos o origami personalizado. Os tipos de papéis são: papel sulfite ou colorplus nas cores que vc desejar, e também podemos fazer com aqueles folhetos que recebemos em supermercados. Agora, vamos ao modo de fazer:

1) Riscar e cortar a folha escolhida nas dimensões de 5cm por 9cm.

2) Depois de ter cortado, vão pegar o "retângulo" e dobrar ao meio - apartir do comprimento;

3) Feito o número 2, dobre ao meio novamente, formando um retângulo menor;

4) Dobre a ponta para o lado em forma de L; 

5) Faça o mesmo com a outra ponta, igualando-as;

6) Abra e observe a forma adquirida;

7) Logo, dobre as pontas para baixo;

8) E, vire as pontas para trás, formando um triângulo;

9) Abra levemente para esconder a ponta por dentro do papel;

10) Para finalizar, dobre o papel ao meio. 

    Essa será a dobradura básica para a elaboração de todas as peças. 

sábado, 19 de novembro de 2011

Cinoterapia

 Cinoterapia é uma nova abordagem terapêutica que tem como diferencial o uso de cães como co-terapeutas no tratamento físico, psíquico e emocional de pessoas com necessidades especiais. Ajudando na realização de atividades lúdicas que estimulam o equilíbrio, a fala, a expressão de sentimentos, a imaginação e o autoconhecimento. 
  Profissionais das áreas de saúde e educação acreditam nesse instrumento " o cão" como reforçador, estimulador e facilitador da reabilitação e reeducação global do paciente. Pois eles despertam naturalmente emoções comunicativas no ser humano. 
   Para saber qual o melhor cão para se realizar o tratamento, primeirante deve - se procurar um veterinário  e em conjunto, ele irá orientar o tipo de cão através da parte de saúde pública à da parte fisiológica e comportamental dos animais, além da interação animal-paciente.
   O diferencial da cinoterapia em relação à equoterapia é o tipo de estímulo dado ao paciente, o tratamento com cavalos se baseia em estímulos da movimentação pélvica dos pacientes, com o andar dos cavalos, e no equilíbrio para se manter em cima do animal, já com os cães tentamos fazer com que as crianças e os idosos realizem os movimentos que haviam sido perdidos.

       Atividade X Terapia

    É importante distinguir a atividade assistida da terapia assistida por animais. A primeira não requer um profissional, ou seja, o cão pode ir à uma creche ou asilo para que as pessoas possam acarinhá-lo, por exemplo, não está sendo  direcionado a uma pessoa somente e traz benefícios educacionais, recreacionais ou motivacionais a partir do contato com o animal; já a terapia assistida, necessariamente, tem que ser feita por alguém qualificado. Pois, o trabalho é personalizado de acordo com os objetivos a serem alcançados. Importante lembrar que a cinoterapia é um tratamento complementar, e que não exclui e muito menos substitui o tratamento convencional.

     Benefícios
  Os benefícios da terapia com cães são inúmeros, pois o método é válido para todas as idades e circunstâncias, mas no caso de idosos os resultados são bastante satisfatórios e para as crianças, nem se fala.  Elas se sentem mais empolgadas a realizar o tratamento, pois têm a noção de estar no comando, já que quem dá a ordem aos animais são elas.
   O sucesso do tratamento passa pela sua aplicabilidade e resposta dada pelo paciente. A cinoterapia favorece a socialização, abre espaço para a convivência em grupo, ajuda na inclusão de crianças com necessidades educativas especiais, permitindo trabalhar a emoção, a comunicação, a marcha, a coordenação motora fina e grossa, o equilíbrio dinâmico e estático, a fala, a afetividade, o companheirismo, a atenção, o interesse, a tolerância.
    Mas não são somente os pacientes que saem ganhando, não, para os cães - co-terapeutas, isso é um excelente negócio. Pois, eles precisam gastar energia e, com essa atividade, trabalham a parte de sua socialização e equilíbrio emocional.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Terapia Ocupacional também reutiliza garrafas pet

   O natal está chegando... Época de enfeitar a casa, de ficar mais próximo de Jesus e de trabalhar com nossos pacientes ( crianças, adultos e idosos) o significado desta data tão significativa que é o nascimento de Jesus - O NATAL. 
   Podemos começar o trabalho montando uma árvore de natal utilizando garrafas pet, com isso nós Terapeutas Ocupacionais podemos trabalhar diversos aspectos como o cognitivo, físico, socialização, interação, e também esta data tão importante para todos nós.  
     Só temos que tomar cuidado com objetos cortantes e o fogo, em caso de crianças, adultos, idosos, e também  pacientes com algum transtorno mental. 
    Abaixo vai um vídeo de Luciano Magalhães ensinando como se faz uma árvore de natal reutilizando garrafas pet:


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Musicoterapia e a integração com a Terapia Ocupacional

  A música é a arte de combinar sons de modo agradável aos ouvidos. Na Grécia Antiga era chamada de arte das musas, simbolizando a harmonia universal. Platão dizia que a música era a expressão da ordem e da simetria, que através do corpo penetrava na alma e em todo o ser, revelando a harmonia da personalidade total. A musicoterapia é a terapia que faz uso da música, ou de parte dos seus componentes: da melodia, do som, do ritmo e da harmonia, com o objetivo de alterar positivamente o estado emocional, físico, comportamental e cognitivo através das respostas ativadas pela música.
  A Musicoterapia e a Terapia Ocupacional buscam a integração nos atendimentos para o sucesso do tratamento. Essa intervenção conjunta, busca aprimorar o funcionamento corporal e permitir assim o conhecimento e percepção do próprio corpo.  Trabalhando de forma lúdica e incentivadora a atenção e a concentração, a memória operacional e motora, a percepção visuo-espacial, a percepção auditiva, a percepção temporo-espacial, a conscientização e a imagem corporal, o equilíbrio, a resistência física, o ritmo, a habilidade motora, a integração social e sensorial, a criatividade e a sensibilização. Cada atividade cantada é elaborada de forma a estimular o desafio interno de cada sujeito, como cantar e imitir os gestos da música, executar instrumentos, movimentos e desenhos com música.
   Sendo assim, a intervenção da Terapia Ocupacional amplia a capacidade de independência do sujeito, ou seja faz do espaço lúdico, com crianças, um espaço onde esse sujeito pode ser olhado e escutado por meio do seu corpo, da sua motricidade, dos seus gestos. Pois este sujeito fala e tem muito a dizer. 
   Então, a partir do momento que entendemos que o corpo humano é feito de linguagem e não ao contrário e sustentando-se pela linguagem, é possível trabalhar o aumento de vocabulário, diminuir os estereótipos e as obsessões. Assim, proporcionando o bem estar emocional, a estabilização do humor e o convívio social. 
 É fundamental no trabalho terapêutico ocupacional enriquecer a interação social e as percepções corporais pelo recurso da música, com o objetivo de criar rotinas, tão necessárias e vitais a eles e adequar as respostas. Respeitando o sujeito que já existe e usa seus interesses e experiências como base para criar novos caminhos, brincadeiras e possibilidades de forma prazerosa. 
   Nossa proposta de atendimento integrado visa sempre o sujeito, fazendo com se torne mais seguro e independente, assim ganhando maior qualidade de vida.

sábado, 29 de outubro de 2011

Terapia Ocupacional - Qualidade de vida na terceira idade

  O envelhecimento é um processo dinâmico e progressivo no qual ocorrem modificações morfológicas, funcionais, bioquímicas e psicológicas ao longo da vida e que determina mudanças sobre a capacidade de adaptação do individuo ao meio ambiente, ocasionando maior vulnerabilidade e maior incidência de processos patológicos. O idoso passa a sofrer algumas dificuldades tais como: 

- Improdutividade: aposentadoria, exclusão do sistema produtivo;
- Auto-imagem “ser feio”: imagem idolatrada da juventude (atividade, força, beleza, potência versos imagem da decadência física do velho (fraqueza, rugas lentidão);
- Morte: é aqui que começa o mito da longevidade, o idoso começa a lidar com essa realidade;
- Doença/dependência: medo da dor, do sofrimento, dependência nas atividades de vida diária e prática;
- Solidão, abandono: medo da perda da convivência familiar, medo do asilamento, O idoso passa a lidar com essa realidade;
- Desvalorização da experiência de vida: a tecnologia, a sociedade de consumo e do descartável;
  Assim podemos perceber que a realidade “velhice” que antes era distante do individuo começa a estar próxima, e muita das dificuldades começam a aparecer tanto biológicas (aspectos motores, perceptivos e sensoriais) os aspectos psicológico (alteração da auto-estima, perda de pessoas queridas, papéis, imagem corporal) e social (cultura, produtividade).
  Foi pensando nessas dificuldades que a Terapia Ocupacional focou seus objetivos e estratégias para melhorar qualidade de vida dessas pessoas.  
  Portanto a Terapia Ocupacional voltada para o idoso visa manter, restaurar e melhorar da capacidade funcional, visando sempre manter o idoso ativo, independente o maior tempo possível, nas atividades de vida diária (AVD), nas atividades de vida prática (AVP), nas atividades de trabalho e lazer, são elas:
- Atividades de vida diária (AVD): alimentar-se, descascar alimentos, utilizar faca para cortar, passar manteiga, abrir pacotes, ir ao banheiro, lavar as mãos, enxugar as mãos, tomar banho, controle do esfíncter, limpar com papel higiênico, dar descarga, escovar os dentes, abrir e fechar a pasta de dente, tirar as roupas, colocar as roupas, abotoar, retirar e colocar o tênis, retirar e colocar a meia, tirar e colocar sutiã, colocar fivela de cinto etc.
- Atividade de vida Pratica (AVP): fazer compras, preparar refeições, administrar uso de medicações, administrar finanças, cuidar da limpeza da casa e da lavagem das roupas, usar transporte, telefone entre outras coisas. 



domingo, 23 de outubro de 2011

Tai chi chuan em pacientes com transtornos mentais

  O tai chi chuan é um grande aliado em pacientes com transtornos mentais, como esquizofrênia, depressão, ansiedade, e também quadros delirantes, pois basea-se em movimentos que relaxa músculos e acalmam os nervos. Este, faz o paciente a lidar melhor com o corpo, assim como facilita a interação com outras pessoas ( familiares e comunidade). 
  A prática regular do tai chi chuan  auxilia também na restauração da desorganização psíquica do paciente, estimulando-o a participar mais efetivamente do tratamento.
  O tai chi chuan é uma prática criada na China antiga com o objetivo de harmonia entre o homem e a natureza. Por meio de movimentos lentos, contínuos e suaves, propiciando com isso um estado de relaxamento e serenidade, restabelecendo o equilíbrio físico e mental dos indivíduos. Pois esta técnica trabalha com a respiração, podendo várias doenças serem tratadas com sua ajuda, principalmente problemas relacionado com o estresse.
   Todo o organismo se beneficia com a atividade pois o oxigênio chega com maior facilidade aos órgãos. De acordo com os principios da medicina chinesa, da qual o tai chi chuan faz parte, esses movimentos feitos no tai chi chuan podem prevenir e até ajudar na cura de doenças como reumatismos, artrites, artroses, e outras doenças causadas pela má circulação do sangue. Além de equilíbrar a pressão arteriale corrigir naturalmente a postura.
   A unidade de psiquiatria em São Paulo é prova que o tratamento com o tai chi chuan é grande aliado no tratamento desses pacientes.