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sábado, 1 de outubro de 2011

Curiosidade: O poder do perfume de jasmim

   É curioso como cientistas descobrem em substâncias naturais efeitos similares aos componentes químicos produzidos pelo homem quando, na verdade, o processo natural deveria ser ao contrário.
     Uma recente descoberta de pesquisadores alemães, da Universidade de Bochum, indica que o perfume do jasmim é tão eficaz para aliviar a ansiedade e induzir ao sono como as benzodiazepinas – substância responsável pela ação em medicamentos tarja preta como Lexotan, Valium ou Rivotril.
     O perfume concentrado da flor age, da mesma maneira que os remédios, ao aumentar a ação de um neurotransmissor que é ativado durante o sono e inibe o sistema nervoso central.

Segundo a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), o jasmim é antidepressivo, estimulante do chacra sexual, usado para ansiedade, letargia, tristeza, falta de confiança, depressão e depressão pós-parto.
    Já as benzodiazepinas são psicofármacos com efeitos depressores que podem levar à dependência física e psicológica.  

Benzodiazepinas: são psicofármacos com efeitos depressores, produzidas por síntese química e podem assumir a forma de comprimidos, cápsulas ou, menos frequentemente, a de ampolas ou supositórios. Costumam ser conhecidas pelos nomes dos seus fabricantes, como por exemplo valium, rohipnol, buprex, mandrax, artane, etc. A via de administração mais habitual é a oral, sendo que a intravenosa é também comum. São utilizadas com fins terapêuticos no tratamento da ansiedade e insónias. Facilitam a ação do ácido gamma-aminobutírico (GABA) sobre os seus receptores, o GABA é um neurotransmissor inibidor em quase todos os núcleos do Sistema Nervoso Central. Tem efeitos a nível ansiolítico, relaxante, anti-convulsivo ou hipnótico, abrangindo as mensagens de e para o cérebro, incluindo as respostas físicas, mentais e emocionais.

Efeitos:
  Os seus efeitos ansiolíticos, provocam no indivíduo um estado de relaxamento muscular, sonolência, alívio da tensão e ansiedade, cansaço e letargia que podem ser acompanhados por desinibição, loquacidade, excitação, agressividade, linguagem afectada, sentimentos de isolamento ou depressão.
  Doses elevadas poderão provocar náuseas, aturdimento, confusão, diminuição da coordenação psicomotora, sono, sedação excessiva, perdas de memória, lentificação do pensamento ou instabilidade emocional.

 Riscos:
  Quando combinadas com o álcool, as benzodiazepinas poderão ter o seu efeito acentuado, sendo que esta combinação pode provocar uma overdose, no entanto, as benzodiazepinas quando consumidas de forma isolada possuem uma toxicidade muito baixa e, consequentemente, uma grande margem de segurança, o que reduz o risco de morte. De fato, as tentativas de suicído com benzodiazepinas não costumam ser bem sucedidas, exceto quando são combinadas com outras substâncias, como o álcool.
  Não é aconselhado o uso destas substâncias durante a gravidez e a lactação.

Tolerância e Dependência: existe tolerância às benzodiazepinas mas esta não é muito acentuada, quando consumidas durante vários meses, esta tolerância aumenta, provocando dependência física e psicológica.

Síndrome de Abstinência:
  Para não ser perigosa, a interrupção do consumo deve ser efetuada gradualmente. A síndrome de abstinência vária consoante a duração da ação das benzodiazepinas e pode manifestar-se pelo aumento da ansiedade, insónia, irritabilidade, náuseas, dor de cabeça, tensão muscular, tremores, palpitações ou disforia.
   Em casos mais graves podem ocorrer convulsões, quadros confusos, despersonalização, diminuição do limiar de percepção dos estímulos sensoriais, psicose, etc.
  







sábado, 24 de setembro de 2011

Estresse... o mal do século

   As causas do estresse podem ser internas ou externas, as externas são acidentes, mudanças de casa ou emprego, casamentos, perdas de amigos ou familiares, congestionamentos, discussões e outros acontecimentos sob os quais o indivíduo não tem controle algum; e as internas de cada pessoa são valores, crenças, padrões de comportamento, expectativas irreais e ansiedades.
 As fontes externas e internas se somam na determinação do nível de estresses que será experimentado, porém a somatória dos estressores é mediada por dois fatores importantes, que são o repertório de estratégias de coping (formas de lidar com o estresse) e vulnerabilidade,  algumas pessoas parecem ter uma tendência crônica para se estressarem. Essa propensão, pelo que temos visto em clínica e em pesquisas, é algumas vezes o produto das predisposições genéticas com o modo de vida da pessoa.
   Como o estresse sempre existiu, já que ele é necessário para acionar nossas reações a situações adversas. O atual estilo de vida é considerado, por boa parte dos especialistas, o grande vilão,  como a agilidade das informações, o mercado competitivo e a famosa correria do dia a dia sobrecarregam as pessoas. Em um mundo onde tudo é resultado, onde os valores cederam espaço às aparências, onde o ser foi substituído pelo ter, acontece o estresse. Hoje em dia, as pessoas vivem correndo atrás, mas muitas vezes não sabem nem o que estão buscando. A influência da busca incessante por poder aquisitivo, do consumismo e da competitividade exacerbada, não apenas no mercado de trabalho, mas também nas relações interpessoais, até mesmo nos relacionamentos parece haver uma competição entre homem e mulher

Para fugir desses fatores que levam ao estresse:

- Acorde com tranquilidade -  A programação da vida não precisa ser seguida com pressão, pois essa é uma oportunidade de você começar a aprender a gerenciar seu tempo;

- Faça atividades físicas que dêem prazer;

-Tenha um trabalho prazeroso;

- Observe os excessos de sua vida;

- Relaxe as tensões do corpo aprendendo técnicas de relaxamento;

- Proteja sua mente para não acelerar seus pensamentos;

- Tenha uma alimentação saudável;

- Aceite que investir em você gera mudanças externas verdadeiras; e

- Tenha um hobby. 


    

Atuação da Terapia Ocupacional junto à hemodiálise

   A Insuficiência Renal Crônica (IRC), é a perda progressiva e irreversível da função renal devido a fatores múltiplos como: glomerulonefrite, nefrite intersticial, nefrosclerose hipertensiva e nefropatia diabética. Geralmente, a falência renal não se instala de forma repentina, ocorrendo adaptações sistêmicas pelo tecido renal ainda não acometido, até que a insuficiência renal crônica instala-se realmente. 
   O processo da perda da função renal é caracterizado pelas seguintes fases clínicas: 

 - fase de insuficiência renal funcional: onde ocorre o início da perda função renal;
 - fase de insuficiência renal crônica laboratorial: onde os pacientes apresentam alguns sinais e sintomas de uremia, no entanto encontram-se em boas condições clínicas;
 - fase de insuficiência renal crônica clínica: em que os pacientes apresentam perda de mais de 80% da função renal; e por fim 
 - fase de insuficiência renal crônica: que é a fase terminal onde predomina a síndrome urêmica havendo perda total do controle do meio interno, indicando a necessidade de uma terapia substitutiva na forma de diálise ou transplante. 

    A hemodiálise é um processo terapêutico que consiste na circulação do sangue num "circuito extracorpóreo, instalado em um rim artificial. O circuito é composto por uma linha, ramo ou set arterial e outra venosa, de material plástico, entre as quais se interpõe um hemodialisador, artefato de plástico que contém uma membrana hemodialisadora" (IWAMOTO, 1998) que é destinada a remover os catabólitos do organismo e a corrigir as alterações do seu meio interno.
  O transplante possibilita ao paciente libertar-se da dependência da máquina de hemodiálise, entretanto não é uma alternativa de fácil viabilidade devido a dificuldade em encontrar órgãos cadavéricos ou um doador familiar compatível. A IRC não é curada através do transplante renal, este apenas proporciona uma melhora na qualidade de vida uma vez que o doente não necessita da diálise. O transplante renal ainda é considerado a melhor opção de tratamento para a IRC, uma vez que, se bem sucedido poderá proporcionar aos pacientes um retorno sem restrições à alimentação, à total liberdade de locomoção e ao ganho de tempo para realizar suas atividades normais.
  A IRC é assintomática na maioria dos casos, manifestando-se apenas com a paralisação do rim, assim, quando o indivíduo descobre que é portador da doença ele já necessita submeter-se ao tratamento dialítico. A manifestação da doença implica em mudanças abruptas no âmbito pessoal, familiar, profissional e social. Estas mudanças levam os indivíduos a reorganizarem seus compromissos alterando horários de atividades domésticas, laborativas, escolares e de lazer.

  O indivíduo enfrenta a perda de um corpo saudável e ativo, por um corpo frágil e marcado por cicatrizes de fístulas, edemas, cortes para a introdução de catéteres, descoloração da pele, emagrecimento, dentre outros. Recebe também novas incumbências como: fazer dieta alimentar necessária ao tratamento, tomar medicações continuamente, ficar em repouso, conhecer a doença e suas limitações e lidar com as restrições físicas. 
  Freqüentemente, o doente renal crônico sofre com a perda do emprego e da estabilidade econômica devido às restrições físicas e/ou da necessidade de dispor de longos períodos de tempo para diálise. Tal situação determina um dos principais problemas familiares quando o doente é o responsável pela manutenção financeira da família.
    Os contatos sociais diminuem, na maioria das vezes, devido as limitações físicas e as restrições alimentares impostas pelo próprio tratamento, assim o paciente fica impossibilitado de participar de atividades sociais, já que a maioria estão associadas a festas e passeios.

   A IRC impõe ao paciente a necessidade de confiar a sua vida à uma máquina e à equipe responsável pelo tratamento. Esta situação de dependência é decorrente da própria natureza da hemodiálise e torna-se uma constante lembrança de quão frágil é sua vida.

   A hemodiálise oferece uma possibilidade de tratamento no entanto, apresenta riscos e efeitos colaterais, submetendo os indivíduos a um estresse psíquico constante.
   Do indivíduo em tratamento hemodialítico é cobrado diariamente uma aderência a diminuição de líquidos às restrições alimentares e ao uso de medicamentos.

    O acompanhamento terapêutico ocupacional busca tornar possível um descolamento do DOENTE RENAL CRÔNICO, propiciando que o indivíduo encontre novas possibilidades de conviver melhor com a sua doença, tendo conhecimento dos comprometimentos e limitações do doente renal crônico apresento abaixo alguns recursos capazes de promover uma melhoria na qualidade de vida destes doentes, no âmbito social, afetivo e ocupacional:

 - Possibilitar um espaço para a simbolização dos significados da doença e do tratamento, trabalhando a falta de informação, os preconceitos e uma melhor convivência do paciente com a doença e o tratamento;

- Minimizar a ansiedade a que esta clientela está submetida, devido às especificidades do tratamento e às complicações do quadro clínico; 

 - Estimular e Diminuir a ociosidade decorrente da debilidade do quadro clínico do tratamento hemodialítico, desenvolver a socialização, através de atividades recreativas, lúdicas e criativas realizadas com o grupo em questão; e

 - Intervir no ambiente, introduzindo atividades enquanto elemento capaz de possibilitar ao paciente tornar-se produtivo e estabelecer uma nova relação com a equipe e o s demais integrantes do grupo.



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Transtorno emocional e como a Terapia Ocupacional pode auxiliar

  Transtorno Emocional é uma das principais causas de sofrimento para o ser humano: a dependência afetiva. Assim como o dependente químico, cujo organismo se desestrutura quando lhe é retirada a droga, o equilíbrio emocional do dependente afetivo entra em colapso quando ele é afastado da pessoa de quem se tornou dependente.
   Como por exemplo, na separação, abandono ou morte do ser amado, tira-lhe o chão e faz com que a pessoa perca toda a base onde apoiava sua vida. 
     
   A dependência se estrutura na base desse transtorno, pois é uma profunda carência afetiva, uma falta de nutrição emocional que se originou em sua história de vida, como pais ausentes, pais negligentes, ou aqueles excessivamente rígidos e incapazes de demonstrar afeto, estão geralmente presentes na história do dependente afetivo.

  Todos nós aprendemos desde muito cedo, que dependemos de nossos pais (verdadeiros ou simbólicos) para que tenhamos atendidas nossas necessidades básicas. 
  Esse reconhecimento  leva a perceber precocemente o quanto nossos comportamentos geram uma reação, seja positiva (de estímulo) ou negativa (de punição), por parte daqueles que amamos e dos quais somos dependentes.

  Com o passar do tempo, se a pessoa tiver um desenvolvimento adequado da auto-estima e autoconfiança, essa dependência irá se diluindo, e irá estabelecer - se relações onde se possa ter o reconhecimento do respeito à individualidade.

  Quando isto não ocorre, o desenvolvimento emocional se dá de forma desequilibrada e a pessoa seguirá pela vida estabelecendo relações afetivas onde predominam a insegurança e a dependência.

  Ela passará a condicionar seu comportamento sempre de modo a obter a aprovação daquele a quem quer agradar. Nos casos extremos, vemos pessoas submetendo-se a humilhações, abusos, explorações e toda sorte de desrespeito, simplesmente para garantir que o ser amado não as abandone.

   Assim como o único caminho para a cura da dependência química é reconhecer que se trata de uma doença, para o dependente afetivo também é essencial reconhecer que sofre de um transtorno emocional grave, que pode lhe trazer muito sofrimento.

  O segundo passo é buscar ajuda, pois sozinho dificilmente alguém consegue vencer o problema. A força de vontade e o desejo de superar o problema são fundamentais neste processo. Sem eles, nada poderá ser alcançado.


  O Terapeuta Ocupacional irá fazer com que os indivíduos reconheçam suas qualidades e talentos, sem necessitar do aval do outro para sentir-se alguém especial, é a primeira meta a ser alcançada. A partir do momento em que estabelece-se claramente quais os valores e princípios que se quer ver respeitados, não mais a pessoa irá permitir qualquer forma de abuso ou desrespeito por quem quer que seja, também vai trabalhar -se a auto estima, pois a pessoa têm e deve se amar e desejar para si sempre o melhor, é a única forma de evitar que a dependência afetiva o torne refém daquele a quem você julga amar,  muitas vezes aquilo que se acredita ser amor, não passa de medo da solidão e de  incapacidade de sermos nossos próprios nutridores emocionais.

    
  "Quanto maior for nossa capacidade de vivermos bem sozinhos, mais preparados estaremos para a convivência com o outro."

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

bullying ? Bullying nas escolas

   Um assunto que atualmente tem tirado o sono de muitos pais e professores é o bullying, seu significado está relacionado a atormentar, perseguir ou humilhar.
  A princípio pode parecer brincadeira de criança ou de adolescente, mas este tipo de atitude pode causar sérios danos psicológicos, pois é um tipo de agressão que pode ser física ou psicológica; ocorre repetidamente e intencionalmente, ridiculariza, humilha e intimida suas vítimas. Pode acontecer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, entre vizinhos e em locais de trabalho. 
  Outra modalidade é o cyberbullying, onde as ofensas e humilhações são feitas por e-mail, MSN e mensagens por celular, esta é uma forma de exclusão social e as vítimas costumam ser mais retraídas e inseguras; por serem assim evitam pedir ajuda ou comunicar o fato a alguém, se sentindo desamparadas.
  Geralmente os agressores são ou tentam ser, líderes da turma, mais populares, aqueles que gostam de colocar apelidos nos colegas e da mesma forma que as vítimas, também precisam de auxílio psicológico.

                                                Como identificar vítima e agressor
 
  Depressão, baixo auto-estima, ansiedade, abandono dos estudos – essas são algumas das características mais usuais das vítimas. Os principais alvos costumam ser pessoas mais retraídas, inseguras, essas características acabam fazendo com que elas não peçam ajuda e, em geral, elas se sentem desamparadas e encontram dificuldades de aceitação, pois são presas fáceis, submissas e vulneráveis aos valentões da escola.
  Além dos traços psicológicos, as vítimas desse tipo de agressão apresentam particularidades, como problemas com obesidade, estatura, deficiência física. As agressões podem ainda abordar aspectos culturais, étnicos e religiosos. Também pode acontecer com um novato ou com uma menina bonita, que acaba sendo perseguida pelas colegas.
   Os agressores são geralmente os líderes da turma, os mais populares – aqueles que gostam de colocar apelidos nos mais frágeis. Assim como a vítima, ele também precisa de ajuda psicológica, no futuro, este adulto pode ter um comportamento de assediador moral no trabalho e, pior, utilizar da violência e adotar atitudes delinqüentes ou criminosas. 
 
                                      Como prevenir o problema na escola
 
   Para evitar o bullying, o Terapeuta Ocupacional deve ir as escola e investir em prevenção e estimular a discussão aberta com todos os atores da cena escolar, incluindo pais e alunos. E orientação para professores, que têm um papel importante na prevenção. 
 
• Observe com atenção o comportamento dos alunos, dentro e fora de sala de aula, e perceba se há quedas bruscas individuais no rendimento escolaR;
• Incentive a solidariedade, a generosidade e o respeito às diferenças através de conversas, trabalhos didáticos e até de campanhas de incentivo à paz e à tolerância;
• Desenvolva, desde já, dentro de sala de aula um ambiente favorável à comunicação entre alunos;
• Quando um estudante reclamar ou denunciar o bullying, procure imediatamente a direção da escola;
• Muitas vezes, a instituição trata de forma inadequada os casos relatados. A responsabilidade é, sim, da escola, mas a solução deve ser em conjunto com os pais dos alunos envolvidos. 
 
                                                     Como a família pode ajudar
 
    Os pais devem estar alertas para o problema – seja o filho vítima ou agressor pois ambos precisam de ajuda e apoio psicológico. Dica:
 
• Mostre-se sempre aberto a ouvir e a conversar com seus filhos.
• Fique atento às bruscas mudanças de comportamento.
• É importante que as crianças e os jovens se sintam confiantes e seguros de que podem trazer esse tipo de denúncia para o ambiente doméstico e que não serão pressionados, julgados ou criticados.
• Comente o que é o bullying e os oriente que esse tipo de situação não é normal. Ensine-os como identificar os casos e que devem procurar sua ajuda e dos professores nesse tipo de situação.
• Se precisar de ajuda, entre imediatamente em contato com a direção da escola e procure profissionais ou instituições especializadas.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Síndrome do x - frágil

  Síndrome do X-Frágil ou síndrome Martin & Bell, como também é conhecida, é a causa mais comum de atraso mental e autismo herdado, sendo sua incidência muito maior nos homens do que nas mulheres.
  A síndrome do X-Frágil é uma Doença genética que acontece em virtude de mutações no gene FMR1 no cromossomo X, que resulta na fragilidade desse cromossomo, dando nome a síndrome. Homens e mulheres tem 23 pares de cromossomos, 22 iguais e o par responsável pela identidade sexual que é diferente entre os sexos. Nos homens esse par é XY e nas mulheres XX, assim, quando um homem é portador da síndrome X-Frágil suas consequências são muito mais importante, porque ele tem apenas um cromossomo X, enquanto a mulher tem dois cromossosmos X, e assim as chances dela levar uma vida normal, apresentando poucos ou mesmo nenhum sintoma da síndrome, mesmo sendo portadoras, são muito maiores.
   Os portadores possuem normalmente boa Saúde e aparência normal, porém com algumas características peculiares como a face alongada, orelhas grandes e de abano, mandíbulas proeminentes, prega siamesa na mão e macrorquidia que são os testículos aumentados, que aparecem, no entanto, quando adultos. As principais características são o Retardamento Mental e motor ou o atraso no seu desenvolvimento, que pode ser acompanhado de hiperatividade, déficit de atenção, dificuldade em manter contato físico e de olhar para as pessoas, problemas na fala, repetem e confundem as palavras. Podem apresentar além do atraso no desenvolvimento físico e mental, outras características associadas.
    Alguns portadores tem seu desenvolvimento pouco afetado, enquanto outros são muito afetados, assim o tratamento deverá variar de acordo com as necessidades individuais. O tratamento se dá com a intervenção psicofarmacológica e envolve o acompanhamento clinico em várias especialidades: Pediatra, neurologista, Terapeuta Ocupacional, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo, Psicólogo e psicopedagogia para com isso minimizar os efeitos dos sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de sua família.

sábado, 17 de setembro de 2011

Hanseníase e a Terapia Ocupacional

   A hanseníase é uma doença infecciosa, de evolução crônica (muito longa) causada pelo Mycobacterium leprae, microorganismo que acomete principalmente a pele e os nervos das extremidades do corpo. A doença tem um passado triste, de discriminação e isolamento dos doentes, que hoje já não existe e nem é necessário, pois a doença pode ser tratada e curada.
    A transmissão se dá de indivíduo para indivíduo, por germes eliminados por gotículas da fala e que são inalados por outras pessoas penetrando o organismo pela mucosa do nariz, outra possibilidade é o contato direto com a pele através de feridas de doentes. No entanto, é necessário um contato íntimo e prolongado para a contaminação, como a convivência de familiares na mesma residência. Daí a importância do exame dos familiares do doente de hanseníase.
  A maioria da população adulta é resistente à hanseníase, mas as crianças são mais susceptíveis, geralmente adquirindo a doença quando há um paciente contaminante na família.   O período de incubação varia de 2 a 7 anos e entre os fatores predisponentes estão o baixo nível sócio-econômico, a desnutrição e a superpopulação doméstica. Devido a isso, a doença ainda tem grande incidência nos países subdesenvolvidos.
   As formas de manifestação da hanseníase dependem da resposta imune do hospedeiro ao bacilo causador da doença. Esta resposta pode ser verificada através do teste de Mitsuda, que não dá o diagnóstico da doença, apenas avalia a resistência do indivíduo ao bacilo. Um resultado positivo significa boa defesa, um resultado negativo, ausência de defesa e um resultado duvidoso, defesa intermediária. Temos então, as seguintes formas clínicas da doença:
  • Hanseníase indeterminada: forma inicial, evolui espontaneamente para a cura na maioria dos casos e para as outras formas da doença em cerca de 25% dos casos. Geralmente, encontra-se apenas uma lesão, de cor mais clara que a pele normal, com diminuição da sensibilidade. Mais comum em crianças.
  • Hanseníase tuberculóide: forma mais benigna e localizada, ocorre em pessoas com alta resistência ao bacilo. As lesões são poucas (ou única), de limites bem definidos e um pouco elevados e com ausência de sensibilidade (dormência). Ocorrem alterações nos nervos próximos à lesão, podendo causar dor, fraqueza e atrofia muscular. 
  • Hanseníase borderline (ou dimorfa): forma intermediária que é resultado de uma imunidade também intermediária. O número de lesões é maior, formando manchas que podem atingir grandes áreas da pele, envolvendo partes da pele sadia. O acometimento dos nervos é mais extenso. 
  • Hanseníase virchowiana (ou lepromatosa): nestes casos a imunidade é nula e o bacilo se multiplica muito, levando a um quadro mais grave, com anestesia dos pés e mãos que favorecem os traumatismos e feridas que podem causar deformidades, atrofia muscular, inchaço das pernas e surgimento de lesões elevadas na pele (nódulos). Órgãos internos também são acometidos pela doença. 

   A hanseníase pode apresentar períodos de alterações imunes, os estados reacionais. Na hanseníase borderline, as lesões tornam-se avermelhadas e os nervos inflamados e doloridos. Na forma virchowiana, surge o eritema nodoso hansênico: lesões nodulares, endurecidas e dolorosas nas pernas, braços e face, que se acompanham de febre, mal-estar, queda do estado geral e inflamação de órgãos internos. Estas reações podem ocorrer mesmo em pacientes que já terminaram o tratamento, o que não significa que a doença não foi curada. 
  
Atuação da Terapia Ocupacional

   Conjuntamente com o tratamento medicamentoso tem a atuação de outros profissionais além do Terapeuta Ocupacional, como o técnico em enfermagem, Enfermeira, Fonoaudiólogo .
  • Prevenção, divulgando junto à população os sinais e sintomas da doença e a existência de tratamento e cura, como nas escolas ou em ações sociais;
  • Avaliação de todo o paciente para verificar a progressão da doença, como o paciente responde ao tratamento;
  • Adaptação de calçados, palmilhas, utensílios domésticos e o que for necessário para evitar maiores complicações para o paciente, como queimaduras e feridas por causa da perda da sensibilidade;
  • Confecção de órteses; e
  • Reabilitação: atividades para os músculos e tendões que enfraquecem, incham; lubrificação dos os olhos, nariz e pele que necessitarem.




   O tratamento da hanseníase no Brasil é feito nos Centros Municipais de Saúde (Postos de Saúde) e os medicamentos são fornecidos gratuitamente aos pacientes, que são acompanhados durante todo o tratamento. A duração do tratamento varia de acordo com a forma da doença: 6 meses para as formas mais brandas e 12 meses para as formas mais graves.