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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Atenção... Professores e Profissionais que trabalham com crianças! Última chamada!!!

   
   Observe se você tem algum aluno que apresenta alguns destes comportamentos:

- Cai com freqüência da cadeira;
- Não consegue permanecer sentado;
- Quando sentado, movimenta-se o tempo todo;
- É desorganizado, desajeitado e distraído;
- Possui atenção de curta duração;
- Frustra-se facilmente, não tolera desafios;
- É irritável e impulsivo;
- É agressivo com os colegas de classe;
- Bate ou empurra os colegas quando se aproximam;
- Não suporta ser tocado, não gosta de ficar próximo aos outros;
- Move-se muito lentamente ou sempre muito rápido;
- Permanece sempre em movimento, tamborila os dedos sobre a mesa, balança as pernas;
- Não suporta as aulas de educação física;
- Tem dificuldades para determinar a preferência (ou dominância) lateral;
- Tem dificuldade com o traçado na escrita;
- Tem dificuldades em manter a letra cursiva na linha;
- Tem dificuldades com atividades de pintura, colagem e argila;
- Apresenta traçado fraco, irregular e desalinhado;
- Tem dificuldade para a leitura;
- Permanece com a escrita espelhada ou troca números e letras;
- Apresenta linguagem imatura para a idade ou dificuldade na fala;
- É inseguro, retraído, isolado ou excessivamente tímido;


Bem! Quando associados, esses comportamentos são indicadores de uma Disfunção de Integração Sensorial (DIS), muito comum em alunos com distúrbios ou dificuldades de aprendizagem. A avaliação de um Terapeuta Ocupacional é recomendada.
Fonte: O processamento sensorial como ferramenta para educadores: facilitando o processo de aprendizagem (Momo, Silvestre, Graciani).

domingo, 15 de maio de 2011

            

          A doença de Parkinson é uma afecção neurodegenerativa que se manifesta clinicamente através dos seguintes sintomas: tremor de repouso, rigidez muscular, lentidão de movimentos e alterações da marcha e do equilíbrio. A doença desenvolve-se quando neurônios de certa área do cérebro denominada substância negra morrem ou tornam-se não funcionantes. Esses neurônios produzem uma substância chamada dopamina, que é um importante mensageiro químico ou neurotransmissor. Costuma aparecer depois dos 60 anos mas 10% dos pacientes têm menos de 50 anos e 5% têm menos de 40.
       Na grande maioria dos casos a doença de Parkinson não é hereditária, isto é, não é transmitida de uma geração a outra através de determinado gene. Entretanto, pessoas que tenham algum parente próximo afetado apresentam probabilidade um pouco maior de desenvolverem a doença. Não se sabe ao certo a razão para que isso ocorra mas admite-se que características genéticas possam aumentar a suscetibilidade à doença. Por outro lado, em algumas famílias a doença pode ser hereditária e alguns genes responsáveis (como o gene da alfa-sinucleina) já foram identificados.
        Os cientistas costumam considerar duas hipóteses principais para a causa da doença: a hipótese ambiental e a hipótese genética e é provável que ambos os fatores sejam determinantes para o desenvolvimento desta. As pesquisas para se conhecer os mecanismos celulares envolvidos no processo de neurodegeneração têm avançado bastante nos últimos anos. 
        As várias formas de tratamento são utilizadas visando a melhora dos sintomas, na maior parte dos casos, o tratamento farmacológico associado ao tratamento não farmacológico (Terapia Ocupacional, Fisioterapia e Fonoaudiologia) costumam ser suficientes para melhorar consideravelmente a qualidade de vida dos pacientes. Em algumas situações especiais, o tratamento cirúrgico pode ser empregado.
       Existem dois tipos de procedimentos cirúrgicos: cirurgia ablativa e estimulação cerebral profunda. Nos dois casos, a parte do cérebro que vai ser operada depende dos sintomas predominantes mas atualmente os alvos preferênciais são o globo pálido e o núcleo subtalâmico. A estimulação cerebral profunda é realizada através da introdução de um eletrodo no cérebro, este eletrodo fornece uma corrente elétrica contínua que melhora os sintomas da doença e reduz os efeitos colaterais da medicação (principalmente às discinesias), pode melhorar também a rigidez, o tremor e a velocidade dos movimentos. Esse tipo de cirúrgia representa um grande avanço no tratamento cirúrgico mas seu custo ainda é muito alto e sua realização ainda é pouco difundida em nosso meio. 
       O paciente ideal para realizar a cirúrgia é aquele que durante vários anos apresentou boa resposta à medicação mas que passou a desenvolver complicações decorrentes do tratamento tais como o fenomeno on-off e as discinesias (movimentos involuntários anormais) e que não podem ser controlados clinicamente, pacientes com outras formas de parkinsonismo ou que tenham alterações cognitivas importantes (demência) não devem ser operados. 
      As técnicas de transplante de células tronco têm como objetivo introduzir um grupo de células em determinadas partes do cérebro, caso essas células puderem multiplicar-se, outras células que desapareceram no curso de um processo degenerativo poderiam, teoricamente, ser substituídas. Tentativas de substituir células dopaminérgicas na doença de Parkinson têm sido feitas com resultados variáveis. Pacientes mais jovens parecem beneficiar-se mais do que os mais velhos mas mesmo assim as novas conexões formadas não são necessariamente parecidas com as originais e os resultados ainda são insatisfatórios. 

            

sábado, 14 de maio de 2011

Dez razões para sorrir!

           1 - O sorriso é um convite à aproximação. O bom astral atrai.
     
           2 - Tenha um ataque de riso. É uma massagem perfeita: mexe com os músculos da barriga e com todos os órgãos internos do corpo humano.

          3 - Rir também é exercício. Segundo pesquisas de Stanford, rir 100 vezes ao dia equivale a 10 minutos remando. Uma tarde de gargalhadas pode ser um substituto pra 400 metros de natação, 20 minutos de corrida ou quatro valiuns como calmante.

        4 - Ao contrário do que se diz, sorrir não dá rugas. Embora quando a gente sorria, apareçam aqueles pés-de-galinha, logo depois ocorre uma distenção dos músculos faciais - funciona como uma verdadeira massagem facial. A pele descansa e fica mais bonita.


       5 - Tá nervoso? É hora de esfriar a cabeça. Literalmente. Quando a gente sorri, o sangue que passa pela nossa cabeça esfria. Isso provoca uma sensação de bem-estar.

       6 - Saber rir dos nossos problemas ajuda a solucioná-los. Alegria é sinônimo de confiança.

     7 - Quem ri à toa não fica doente tão fácil. Pesquisadores americanos descobriram que pessoas que riem têm mais anticorpos que as pessoas que choram.


       8 - As mulheres normalmente sorriem mais do que os homens. Por isso, a falta de um sorriso é mais notada nas mulheres. Assim, as mulheres que não riem são mais tachadas de antipáticas.

      9 - O sorriso é uma arma contra antipatia. Se você sorri numa festa, as pessoas vão tratá-lo melhor e a festa vai ser ótima. Só não vale sorriso falso. Todo mundo percebe.

     10 - Rir é o melhor remédio pra tensão e dor de cabeça. Quando a gente ri, nosso cérebro produz endorfina, uma substância química natural que alivia a dor.
   
               ENTÃO VAMOS RIR UM POUQUINHO COM O VÍDEO:

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Saiba lidar com transtornos mentais

             A esquizofrenia começa com sintomas psicóticos, como alucinações e delírios, geralmente aparecem nos homens durante a adolescência tardia e vinte e poucos anos, e nas mulheres entre 25 e trinta e poucos anos, raramente aparece depois dos 45 anos de idade ou antes da puberdade, embora já tenham sido registrados casos em crianças de 5 anos. Em adolescentes os primeiros sinais da esquizofrenia incluem mudança de amigos, queda no desempenho escolar, problemas para dormir e irritabilidade. Uma vez que muitos adolescente normais também podem ter esse comportamento, o diagnóstico pode ser difícil de fazer nesse estágio. Pesquisas têm mostrado que a esquizofrenia afeta igualmente homens e mulheres e ocorre em taxas similares em todos os grupos étnicos pelo mundo.
             Esquizofrenia é uma desordem cerebral crônica, grave e incapacitante, que afeta em torno de 1% da população. Pessoas com esquizofrenia podem escutar vozes e acreditar que outros estão lendo e controlando seus pensamentos ou conspirando para prejudicá-las. Essas experiências são aterrorizantes e podem causar medo, recolhimento ou agitação extrema. Pessoas com esquizofrenia podem ter falas que não fazem sentido, ficarem sentadas por horas sem se mover ou falando muito pouco, ou podem parecer perfeitamente bem até falarem o que realmente estão pensando. Uma vez que muitas pessoas com esquizofrenia podem ter dificuldade de manter um emprego ou cuidar de sim mesmas, a carga em sua família pode ser significativa.
              Os sintomas da esquizofrenia se encaixam em três categorias gerais:

* Sintomas positivos: que são pensamentos e percepções diferentes como alucinações, delírios e desordens no pensamento e movimento;

 * Sintomas negativos: que representam a perda ou diminuição na capacidade de iniciar planos, falar, expressar emoções ou encontrar prazer na vida cotidiana. Esses sintomas são difíceis de reconhecer como parte da esquizofrenia e podem ser confundidos por preguiça ou depressão; e

 * Sintomas cognitivos: que são problemas com: atenção, certos tipos de memória e funções de execução que nos permite planejar e organizar. Déficits cognitivos também podem ser difíceis de reconhecer como parte da esquizofrenia, porém são os mais incapacitantes para levar um vida normal.

             Assim como muitas outras doenças mentais, acredita-se que esquizofrenia seja a causa de uma combinação de fatores genéticos e ambientais.
             Uma vez que a causa da esquizofrenia ainda é desconhecida, os tratamentos atuais focalizam na eliminação dos sintomas da doença, que incluem medicamentos antipsicóticos e tratamento psicossocial ( Terapia Ocupacional, psicologia e assistencia social). Os tratamentos disponíveis podem aliviar muitos dos sintomas, porém a maioria da pessoas com esquizofrenia deve ter que enfrentar alguns sintomas residuais pela vida toda, apesar disso, hoje em dia muitas pessoas conseguem levar vidas construtivas em suas comunidades. 
              Todos nós estamos sujeitos a sofrer com transtornos mentais, que são alterações no funcionamento da mente e que prejudicam o desempenho da pessoa na vida familiar, social, pessoal, no trabalho, nos estudos, na compreensão de si e dos outros, na tolerância aos problemas e na possibilidade de ter prazer na vida.
              Infelizmente, ainda existe muito preconceito e pouca informação a respeito dos que possuem algum tipo de doença mental (depressão, ansiedade, esquizofrenia, distúrbios do humor, distúrbios de personalidade, transtorno obsessivo – compulsivo, etc...).
           Geralmente as doenças mentais resultam da soma de muitos fatores (genéticos, alterações no funcionamento do cérebro, condições de educação, estresses, agressões de ordem física e psicológica, perdas, decepções, frustrações ou mesmo fatores ligados à própria personalidade da pessoa).
               A doença mental pode causar profundo sofrimento ao portador, à sua família e amigos. É muito comum a pessoa com transtorno mental recusar tratamento, por não ter consciência de que é portadora de uma doença mental.
           Os transtornos mentais são extremamente freqüentes, uma em cada cinco pessoas terá um diagnóstico de transtorno, é raro encontrar uma família que não tenha um membro atingido por um transtorno mental.
            Tais transtornos mostram que a pessoa é apenas humana, falível e frágil. Até o indivíduo que sofre de transtorno mental tem preconceito de si próprio, tem vergonha de sua condição, de se sentir fracassado, o que dificulta que procure ajuda para tratar de seu sofrimento. Os membros da família são os trabalhadores “da linha de frente”, que têm que conviver com a pessoa afetada pela doença mental, e também podem vir a ser muito comprometidos pelos comportamentos assustadores, confusos, incoerentes, inconvenientes e que causam perplexidade.
        Pesquisas mostram que a carga suportada pelos membros da família afeta a comunicação e o desempenho dos papéis familiares, trazendo tensões enormes e problemas na convivência familiar.
          Para se ajudar uma pessoa com transtorno mental, primeiramente é importante obter um diagnóstico correto, pois algumas doenças mentais têm um ou mais sintomas em comum, de modo que é necessária uma avaliação cuidadosa. (Vale a pena consultar outro profissional, se não se sentir seguro ou sentir-se pouco auxiliado pelo médico-psiquiátrico). Às vezes, pode ser necessário tomar a iniciativa de marcar uma consulta (mesmo alegando motivos clínicos) e acompanhar a pessoa portadora de transtorno mental até o médico.
         A segunda coisa, também importante, é oferecer apoio emocional, isto envolve compreensão, paciência, afeição e encorajamento. Procure envolver a pessoa numa conversa e escute-a com atenção. Não despreze os sentimentos expressos, porém aponte para a realidade e ofereça esperança. Convide a pessoa com transtorno mental para caminhadas, passeios ou outras atividades, insista delicadamente se seu convite for recusado, encoraje a participação em algumas atividades que anteriormente lhe proporcionavam prazer.             O portador de transtorno mental necessita de distração e companhia, porém solicitação excessiva pode piorar a sensação de fracasso.
           Não o acuse de fingir estar doente ou de ser preguiçoso nem espere que haja melhora de uma hora para outra.
           O cuidador ou cuidadores de pessoas com transtorno mental também devem buscar ajuda terapêutica, pois quem nunca teve um transtorno mental pode ter dificuldade de entender o profundo sofrimento da pessoa que passa pela doença.



segunda-feira, 9 de maio de 2011

Convivendo com pessoas difíceis: como agir...

             Todos nós, mais dia, menos dia, esbarramos em alguém que nos tira do sério, uma pessoa realmente difícil. Não falo dos carrancudos usuais que cruzam nossos caminhos e depois desaparecem, como motoristas mal-humorados, vendedores cricris ou entregadores grosseiros. Refiro-me aos que nos enlouquecem, pisam em nosso calo, mas que não podemos ignorar, tampouco evitar, como colegas de trabalho, vizinhos ou parentes. Pode até ser que sejam personalidades do "Tipo A", que explodem sua raiva em nós. O psicanalista Eric Berne se refere ao jogo psicológico que ocorre com essas pessoas como "gritaria". Quando o discurso racional fracassa - o que geralmente acontece, pois afinal essa é uma pessoa difícil -, as vozes se elevam e o conflito se intensifica. Segundo Berne, há três possíveis desfechos para o jogo:

1) você sai do recinto e bate a porta;
2) a pessoa difícil sai e bate a porta;
3) ambas saem e batem a porta. De qualquer modo, o jogo da "gritaria" sempre culmina com uma porta batendo.

               Em vez de tentar mudar a outra pessoa, deveríamos ter cuidado para não entrar no jogo dela, não interpretar a beligerância como um ataque pessoal e não entrar na reação de "lutar-ou-fugir" que herdamos da vida animal. Ao praticar diariamente técnicas de autotransformação, podemos manter o equilíbrio mental até mesmo nas situações mais conflitantes, sem responder reativamente a rompantes e chantagens emocionais. Poderemos ouvir calma e atentamente, sem entrar no ringue para nos defender. Uma história do folclore coreano ilustra bem isso, segue abaixo a história:

   Uma jovem mulher, Yun Ok, foi até o célebre monge da montanha.

- Ó respeitável sábio - disse ela. - Estou em dificuldades! Faça-me uma poção.

- Tudo bem - disse o sábio. - Qual é sua história?

 -  É meu marido. Nos últimos anos, ele esteve ausente, lutando numa guerra. Agora que voltou, quase não fala comigo. Se falo, ele parece não ouvir. Quando abre a boca para falar, é rude e zangado. Se lhe sirvo comida, ele não gosta; empurra o prato para o lado e sai da mesa raivoso. Preciso de uma poção para que ele volte a ser amoroso e carinhoso!

O sábio respondeu:

- Tenho a receita. Mas o ingrediente essencial é o bigode de um tigre vivo.

- O bigode de um tigre vivo! - disse a moça. - Como vou conseguir isso?

-
 Se a poção for realmente importante para você, então você terá êxito - respondeu o monge.
A moça foi para casa. Naquela noite, enquanto o marido dormia, saiu furtivamente com uma tigela de arroz e um naco de carne. Chegou a uma prudente distância da caverna de um tigre, estendeu a comida e o chamou para comer. O tigre não veio. Na noite seguinte, fez a mesma coisa, desta vez mais perto da caverna. De novo, nada aconteceu. Todas as noites ela ia à caverna, cada vez se aproximando mais. Pouco a pouco o tigre acostumou-se com ela. Certa noite, chegou a uma distância da qual se poderia atirar uma pedra na caverna e parou. A moça e o tigre fitaram-se sob a luz da lua. Na noite seguinte, ela se aproximou ainda mais, a ponto de estar tão próxima que poderia falar com o tigre com uma voz muito suave. Pouco depois, o tigre comeu a comida oferecida.

  Na outra noite, o tigre a esperava. Depois que ele comeu, ela passou a mão sobre sua cabeça, e ele começou a ronronar. Seis meses haviam se passado desde a noite da primeira visita. Finalmente, depois de tê-lo acariciado na cabeça, ela disse: "Ó generoso Tigre, preciso de um de seus bigodes. Por favor, não se zangue comigo!". E ela cortou um dos bigodes. O tigre não se zangou, e a lambeu. Ela correu em disparada pela trilha, com o bigode nas mãos. Exultante, chegou à caverna do eremita: "Ó grande sábio, consegui o bigode do tigre! Agora você pode fazer a poção mágica!". O sábio examinou o bigode cuidadosamente, satisfeito porque era mesmo de tigre, e jogou-o na fogueira.

- O que você fez? - gritou a moça. - Depois de todo o esforço que eu fiz para pegar o bigode!

- Conte-me como você o conseguiu - disse o sábio.

 -  Todas as noites, eu ia à caverna do tigre com uma tigela de comida, para ganhar sua confiança. Falava docemente com ele, para fazê-lo compreender que só queria seu bem. Fui paciente. Cada noite, levava comida sabendo que ele não a comeria. Mas não desisti. Nunca falei asperamente, nem o censurei. Finalmente, numa noite, ele andou alguns passos em minha direção. Nas noites seguintes, ele já estava me esperando na trilha e comia da tigela. Passei a mão em sua cabeça e ele começou a ronronar. Foi aí que consegui cortar o bigode dele.

- Você domesticou o tigre com sua persistência e seu amor - disse o sábio.

- Mas você jogou o bigode do tigre no fogo! Foi tudo a troco de nada! - lamentou-se ela.

 - Não, não foi tudo a troco de nada. Você não precisa mais do bigode. Será que seu marido é mais feroz que um tigre? Será que ele é menos sensível ao carinho e à compreensão? Se você é capaz de ganhar a confiança de um animal selvagem e sedento de sangue com suavidade e paciência, certamente poderá fazer o mesmo com seu marido!

  Yun Ok permaneceu emudecida por alguns momentos. Então voltou pela trilha, refletindo sobre a grande verdade que havia aprendido do sábio da montanha. O segredo para lidar com pessoas difíceis é não morder a isca da negatividade delas e deixar que elas mordam sua isca de um coração empático e cheio de amor.

 Moral da história: Não devemos tentar mudar a outra pessoa, nem morder a isca e entrar no jogo da gritaria

sábado, 7 de maio de 2011

Método Wii

         Além de garantir muita diversão, Nintendo Wii passa a ser um importante aliado em tratamentos terapêuticos.

        O Wii é um videogame diferente dos outros por possuir um sistema de controle que obriga os jogadores a interagir. As ações do personagem na tela acontecem de acordo com a ação do jogador no mundo real, fazendo com que ele pratique exercícios físicos em frente à televisão.
      O especialista em tecnologia Luís Henrique Amaral, representante da Nintendo no Brasil, acredita que jogos como o Wii Fit foram desenvolvidos com a intenção de mudar os hábitos dos jogadores. “O fato de auxiliar no controle do peso, e proporcionar a oportunidade de aumentar e melhorar a coordenação motora, já mostra que não é apenas um entretenimento sem outros fins”, argumenta. Ele ainda ressalta que a proposta do console é fazer com que o público jogue de uma maneira diferente e mais interativa. O motivo seria atrair pessoas que não têm o hábito de usar os videogames e que até hoje não viam a menor graça em jogos virtuais.
      Essa ferramenta de entretenimento pode fazer muito mais e ajudar pacientes a recuperar o equilíbrio, coordenação, resistência e força muscular. Assim, surgiu a idéia em realizá-lo, em um hospital canadense, tratamentos com o Wii.
    “Por ser um recurso novo no Brasil, ainda não há pesquisas que apontem o resultado no país”, conta o fisioterapeuta Fábio Navarro Cyrillo. Mas, um estudo realizado no Canadá com 20 pacientes, vítimas de acidente vascular encefálico, mostrou o seguinte resultado: dez pacientes que fizeram tratamento convencional e mais 20 sessões de terapia virtual obtiveram mais benefícios quando comparados a outro grupo de dez pessoas que realizou apenas a tratamento terapêutico tradicional.
    C.G., 18 anos, sofre de distrofia muscular - doença que causa fraqueza progressiva e degeneração dos músculos usados durante o movimento voluntário - e já sentiu benefícios no tratamento, que precisará fazer a vida toda. A sessão semanal com o Wii destina 20 minutos, aliados a 40 minutos de tratamento convencional, ao videogame, que virou a sua motivação.       “Quando estou jogando, me distraio e, sem perceber, consigo dobrar o joelho direito.                Normalmente tenho dificuldade em fazer esse movimento”, revela.
   A utilização da realidade virtual é apenas o início da reestruturação dos processos envolvidos na reabilitação. O videogame deve ser utilizado juntamente com o tratamento comum,pois jamais será possível substituir o papel dos profissionais no processo do tratamento terapêutico.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Atuação da Terapia Ocupacional junto aos portadores de LER/DORT

       As lesões por esforços repetitivos são conhecidas desde a antiguidade sob várias denominações e permanecem existindo ainda neste século XXI. Entretanto, autores como Ramazzini no ano de 1700, já correlacionava o trabalho como fontes de doenças ocupacionais.
          A LER é uma síndrome caracterizada por dor nas extremidades superiores, com queixas de grande incapacidade funcional, causada primariamente pelo uso dos membros superiores em tarefas que envolvem movimentos repetitivos ou posturas forçadas, também podem acometer membros inferiores. A LER está relacionada com profissões que apresentam um ritmo acelerado e repetitivo da motricidade humana, durante uma jornada de trabalho que exige produtividade acelerada e longos períodos de execução, trazendo como conseqüência física, a perda da capacidade de realizar os movimentos, podendo esta perda ser parcial (paresia) e até mesmo total (plegia), caso o trabalhador não seja afastado de suas atividades ocupacionais para efetivação de um tratamento adequado a sua patologia.

         Esta apresenta quatro estágios ou graus, que são:

   - Ler grau I: A dor aparece durante os movimentos ou com a postura inadequada que compromete um dado grupo muscular; cessando alguns minutos após o repouso. Por exemplo, dor no ombro ou parte anterior do braço, tendinite do ombro e tendinite bicipital respectivamente.

    - Ler grau II: A dor é mais persistente, bem localizada, podendo ser um pouco difusa ou irradiar para todo o braço, mas o quadro ainda é leve, exemplo: dor no punho Direito, tendinite do punho e tenossinovite de MSD.

   - Ler grau III: Doença grave, de difícil controle, doença arrastando por vários meses ou anos. Dor crônica que às vezes não cede com medicação nem com repouso; dor espontânea que exacerba com certos movimentos e com o nervosismo. Pode haver perturbação do sono. A dor insuportável, às vezes, é precedida de formigamentos, pontadas, choques, agulhadas, queimação, perda de força na mão etc.

   - Ler grau IV: Exemplos: SDR, Síndrome de Distrofia Reflexa, Ombro Congelado, etc; casos esses, bastante graves, onde o paciente nem mesmo consegue mexer com o ombro doente. A dor pode se tornar insuportável, e até atividades comuns da vida diária, como escovar dentes e cabelos, tornam-se impraticáveis. Nessa última fase, muitos pacientes recebem injeções de drogas potentes para aliviar a dor e alguns chegam até a passar por cirúrgias, agravando ainda mais seus problemas.

     
A maioria dos casos de LER tem bom prognóstico, principalmente quando o diagnóstico é precoce e o tratamento for iniciado de imediato. Portanto, o afastamento do ambiente laborativo é ainda a medida mais importante e obrigatória para o tratamento do trabalhador, pois significa afastá-lo dos fatores de risco. Por outro lado o afastamento de suas atividades de trabalho pode trazer como conseqüências: instabilidade financeira, medo do desemprego, dificuldade de relação familiar e social.
       Devido as LER afetarem vários aspectos da vida do indivíduo, faz-se necessário um programa de reabilitação considerando os aspectos biológicos, psicológicos, sócio-culturais e históricos para que possamos resgatar à singularidade da condição humana e consequentemente o exercício de sua cidadania.
         Neste processo o Terapeuta Ocupacional, não pode propor uma intervenção, baseada só no tratamento físico, deve-se na realidade acompanhar o indivíduo em todo o seu processo de trabalho, priorizando a sua integralidade, além de atuar nas vigilâncias do ambiente de trabalho, orientando mudanças em sua organização e propondo modificações ergonômicas que venham beneficiar o cotidiano do mesmo.
      O Terapeuta Ocupacional no desenvolvimento de suas práticas deve mensurar as informações colhidas pelo indivíduo através de instrumentos que norteiam a sua análise profissional e a avaliação (que registra os aspectos funcionais, sensitivos e psíquicos, AVD’s e AVP’s, os aspectos sociais e as observações complementares), bem como os dados de evolução que podem guiar o ortopedista do trabalho no completo diagnóstico que pode ser diferente do inicial.
         Portanto, o Terapeuta Ocupacional deverá oferecer a este indivíduo a desenvolver o seu bem estar sobre tudo mostrando a importância da necessidade de autodesempenho, autoconfiança e auto-realização nas atividades laborativas, fazendo-o conhecer o valor de sua potencialidade e auto-esima. Enfim, respeitando-o em seus aspectos sócio – econômicos- culturais, promovendo a sua melhoria de qualidade de vida.